Borda do Marjen

Abstract

Make a film of pure icons. Flying on this instant which is abdution- spontaeous conjectures of instictive reasons- this pure form moment. This essay translates a state of mind- out of mind-.when cinema “lose” language and finds exteriority. It´s poetry, it´s more than “words set to music” (Dante via Pound) it´s  music.

Fazer um filme de icones puros.Voando neste instante que é a abdução-conjecturas espontâneas de razões instintivas- este momento de pura forma pura. Este ensaio traduz um estado mental, quando o cinema “perde ” linguagem e encontra a exterioridade. É poesia, é mais que “words set to music”(Dante via Pound) é música.

// BORDA DO MARJEN //

Ensaio sobre os processos do Comun Marjen

                                                                                                                                                                            “Less is mar”

Nos processos do Comun Marjen, a cor foi o elemento central. A cor-luz estruturadora, base do sistema de pensamento dos filmes, dos designs, foi requerida em dois momentos diferentes da preparação/criação do filme em questão (aka marjen).

 

∆ ж ∆ ∑ ∆ r j ∑ n (aka marjen)

//Partitura-sensação//

BordadoMarjen_imagem1 (2)

Como meio de diálogo código do filme e palavra em sí, o processo abdutivo por sí mesmo exigia a produção de citada partitura. Com ela acordos, jogos politicos de toda ordem, transas, trans, inter e (des)disciplinares foram feitas.

 

//Música//

THZ é matemático da guitarra, músico que acostumou-se com a expressão numérica, sumamente abstrata de pensamentos. Com códigos (linguagem computacional) faz sons. Sua música algo entre o xadrez e a matemática:

“(el ajedrez, la matematica) … son metafisicamente triviales e irresponsábles se resisten a conectarse con el mundo y aceptar realidades del arbitrio, nos hablan de la capacidad del hombre para crear cosas al margen del mundo, de inventar formas alocadas, totalmente inútiles, austeramente frívolas.”1

O convite a inutilidade estava feito: cinema de cores. Montamos o filme numa música; processo- expressão dos instrumentos de timbres analógicos as partituras.Cinema silencioso. Imagem-movimento. Montagem. Cinema-música.

 

// Cinema //

“espaço, tempo, movimento real”
Pelechian

 

Os filmes “expeciais”, expertos e vivos podem inverter a ordem linear do mundo, passar de um tempo presente a um instante fecundo sem “excândalo”. Sem exentricidade, filme-exterioridade.
Antes de fazer a música filmamos o margem com “J”. Foi um processo de realização/criação com materiais “nobres” -nem outro nem prata- 35mm e 16mm. O processo já derivado de outros ganha esse nome numa (in)justa tradução intersmétiotica de um filme de Vitor Costas- Borda, em que Katya (Sin Marjen Katya Mora, 2010) , Lucas (Margem, Lucas Maia, 2010) e Ж estávamos trabalhando. No hospital psiquiatrico Borda (Bs.As.)locação do filme de Vitor, entendemos que o caminho “da borda” à margem/marjen são de passos duplos.

Como se pensa na ausência de linguagem? …. Sabemos que não há psicanálise sem linguagem e a isso aspiravamos  “de allí proviene la parcialidade y el caracter literario de los descubrimientos freudianos basados en lo expreso y exclusivo idioma de la burguesia”2

Saltávamos entre câmeras e silêncios,tropeçavamos na razão.Habitavamos o Borda. Do limite da linguagem, da radicalidade total do espaço criado neste vácuo- ver Deleuze e o caso do menino autista- extraiu-se, emergeu o nome do processo: marjen.

//marjen//

O filme de Vitor Costas ficou in vitro, intocado, não filmado. Somente fizemos a marcação de luz nos pátios do Hospital. Do Borda aos filmes, aos outros filmes. Sem poder conter-se, incontido em uma única partitura o marjen se abriu.

∆ ж ∆ ∑ ∆ r j ∑ n (aka marjen), M ▲ R ₲ ∃ M (Margem), ∠ ∖ ⊓ ⊢ ≣ ∦ ( cintex) chegando em seu limite:  sinμ ἂ r ϒ ҽ ш (sin marjen).

Aqui neste ensaio/erro nos concentramos em visionar unicamente duas partituras-filmes:

∠ ∖ ⊓ ⊢ ≣ ∦ ( cintex)
Bordadomarjen_imagem_2

Um de seus frames:

BordadoMarjen_imagem3Frame do filme ∠ ∖ ⊓ ⊢ ≣ ∦ (cintex): vimeo.com/25979249

E a supra citada partitura-filme:

BordadoMarjen_imagem1 (2)
∆ ж ∆ ∑ ∆ r j ∑ n ( aka marjen)

BORDAdoMARJEN_imagem2Frame do filme ∆ ж ∆ ∑ ∆ r j ∑ n ( aka marjen): vimeo.com/32252834

Nesses “movimentos prepétuos” 3 entre som e sentido, a partir de cores sem sentido, sairam os filmes.

Me interessa esse pensar-sensação “o corpo sabe mais” 4 no fazer cinema. A abertura de trazer as partituras para esse esquema-artigo- pensado em cor, não sabido, desconhecido é de se pensar um cinema que assim se faça, sem roteiro, sensação.

Cinema sem palavras, cinema de cor(po) Ordenado assim, na ordem não linear da vida – 1000 anos de historia não linear, dira Manuel Delanda.

O texto buscou contender o incontido na tradução desta linguagem-filme. Texto-tradução dessa nossa poiésis/poesia.

“Poesia: what get lost in the translations.”5

Limites ao mar. Sem mais e ainda por um cinema sem limites (Sganzerla) seguimos.

 

Ж / inververão 2013

Referências Bibliográficas
[1] STEINER,Georg-Ensayos sobre la literatura y la revolución del lenguaje.Buenos Aires: Adriana Hidalgo Editorial, 2009
[2] Op cit. p.124
[3] Movimentos Perpétuos, Edgard Pêra,2006
[4] OITICICA, Helio Aspira ao grande labirinto. Rio de Janeiro : Rocco, 1986
[5] LEMINSKY,Paulo.Toda Poesia. São Paulo ,2011

Link para baixar o texto: http://monoskop.org/File:BordadoMarjen-1.pdf