Ensaio: EXTRATERRITORIAL

// Imagem pobre – o real virtualizado em EXTRATERRITORIAL//

Selvacidade

//PT//

O território é um espaço reticulado, limitado. Lugar de controle, espaço no qual se aplica a escala humana. A paisagem é a possibilidade de encontrar a natureza inumana na qual o homem se instala.
EXTRATERRITORIAL propõe a ativação de um regime de visualização em simultaneidade de estados complexos no qual a natureza se vê afetada por uma ordem de processos que já não deixa nenhum exterior intacto. Ao real se soma um vetor de virtualidade, o real como um espelho que vem rivalizar e radicalizar a presença e o controle do homem sobre este espaço. Este processo leva o homem ao limite, a sua desaparição tanto nas imagens como na terra. Se a paisagem na antiguidade serviu para que o homem admirasse sua forma, seu corpo, no Renascimento ela é a desculpa para a expressão de um pathos, de um sentimento. Na modernidade já se entende sua autonomia, sua exterioridade e imanência. Na sua forma contemporânea a paisagem se apresenta como a tentativa de substituição do real pelo virtual, imagens de síntese em permanente atualização.
EXTRATERRITORIAL: a paisagem como oportunidade para o encontro com a vida em mutação descontinua.

//ESP//

// Imagen pobre – lo real virtualizado en EXTRATERRITORIAL//

El territorio es un espacio reticular, limitado. Lugar de control, espacio de aplicación de la escala humana. El paisaje es la posibilidad de encontrar la naturaleza inhumana en la cual el hombre se instala.
EXTRATERRITORIAL propone activar un régimen de visualización en simultaneidad de estados complejos en el cual la naturaleza es afectada por un orden de procesos que ya no deja ningún exterior intacto. A lo real se suma un vector de virtualidad, lo real ya como un espejo que viene a rivalizar y radicalizar la presencia y el control del hombre sobre este espacio. Este proceso lleva al hombre al límite, a su desaparición tanto en las imágenes como en la tierra. Si el paisaje en la antigüedad sirvió para que el hombre admirara su forma, su cuerpo, en el Renacimiento es la escusa para la expresión de un pathos, de un sentimiento. En la modernidad se entiende su autonomía, su exterioridad e inmanencia. En su forma contemporánea el paisaje se presenta como la tentativa de sustitución de lo real por lo virtual, imágenes de síntesis en permanente actualización.
EXTRATERRITORIAL: el paisaje como oportunidad para el encuentro con la vida en mutación discontinua.

// ENG//

// Poor image – virtualized reality in EXTRATERRITORIAL //

Territory is the reticular and limited space. The controlled space in which the human scale is applied. Landscape is the possibility to meet the inhuman nature where mankind was settled.
EXTRATERRITORIAL proposes the activation of a simultaneous visualization system of complex states in which nature is affected by a process that doesn’t give chance to any exterior space to remain intact. Real dimension is combined with a virtualization vector, real as a mirror that come as a rival to radicalize the presence and control of the space by man. This process takes mankind to its limits, to its disappearance from images and from earth. If in ancient times landscape was used as a way to man admire his form, his body, in Renaissance it was a pretext for a pathos expression, an expression of feelings. In Modern times its exteriority, autonomy and immanency are considered. Landscape’s contemporary form appears as an attempt to substitute real for virtual dimensions, synthesis images in permanent actualization.
EXTRATERRITORIAL: Landscape as an opportunity to meet life in its discontinuous mutation.

Publicado Published – Revista ClimaCom no Dossier “(In)finitos” ANO 02 – NÚMERO 04 – ISSN 2359-4705